Vão do Masp é forrado pela luta das mulheres que lutam por justiça após um ano da morte de Marielle

Aos gritos de Marielle presente, milhares de pessoas se uniram no Brasil e no mundo na luta pelo fim da violência
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O Vão do Masp, na Avenida Paulista ficou pequeno neste dia 14 de março de 2019. Um ano após o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e de seu motorista Anderson, milhares de mulheres vão às ruas e lutam por justiça social e menos violência.
Um crime brutal e sem respostas ecoou nos quatro cantos do Brasil e do mundo e se soma à luta da violência contra às mulheres e contra as desigualdades sociais.

Segundo a secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis, as minorias se unem contra a injustiça social do país e do mundo. “A repercussão nacional e internacional se dá pelo grito de paz. A nossa bandeira se torna ainda mais forte não deixando o legado de Marielle morrer, que é a luta contra o genocídio da juventude negra, a violência contra as mulheres e as minorias”, disse Elaine.

Diversos movimentos sociais se uniram neste 14 de março realizando atos, vigílias e debates para homenagear Marielle Franco e exigir respostas: Quem mandou matar Marielle?

Passaram-se um ano e a suspeita apresentada até o momento é de execução por milicianos. Dois suspeitos foram presos, mas ainda tem muito a ser investigado. O estado paralelo nos morros se divide entre os crimes organizados. Marielle por sua vez, sempre teve um trabalho militante no movimento de mulheres negras e condenou o genocídio da juventude negra. Por isso, sua morte tomou proporção global. Ainda vivemos sob a ameaça de grupos de extermínio, onde política e milícia podem estar correlacionados.

“A demora na resolução do caso é lamentável. Não podemos deixar que o autoritarismo, a violência e a crueldade avancem numa proporção descontrolada. A nossa luta é por um mundo mais justo e igualitário. Por isso, Marielle estará sempre presente em nossas bandeiras de luta. Marielle vive”, destacou Elaine.

Com o mote “Marielle Vive”, manifestações ocorrem em cerca de 25 cidades no Brasil e 15 cidades no exterior, para reafirmar as bandeiras da vereadora que representava a luta de negros, mulheres, populações periféricas e LGBTs.

Sessão Solene

O Psol organiza ainda para o dia 18 uma sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem a Marielle e Anderson. Em suas redes sociais, a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) justificou a importância das manifestações diante da falta de respostas após um ano do crime. “A importante descoberta dos que apertaram o gatilho nesse crime político não vai nos tirar das ruas no dia 14. O Estado – com sangue nas mãos – tem que responder que grupos estão por trás dessa execução”, afirmou a parlamentar.

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