Quase um ano depois, crime contra Marielle Franco ainda não foi solucionado

Violência, injustiça e muitas dúvidas. Há quase um ano a vereadora Marielle Franco e o seu motorista Anderson Gomes foram assassinados no Rio de Janeiro. Até hoje sem solução, os criminosos continuam impunes.  

A Anistia Internacional, ONG que atua na defesa dos direitos humanos em mais de 150 países, lançou um relatório que cita falhas na investigação feita até agora e questiona a justiça. “Onze meses depois, a gente atualizou esse labirinto (referência ao crime) com novos pontos críticos identificados, com falas das autoridades que a gente considera inconsistentes. Fizemos uma lista com vinte perguntas que as autoridades devem responder para que o caso seja solucionado e saia do labirinto”, disse Renata Neder, assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional. O labirinto, do qual a assessora se refere é o crime com dúvidas não esclarecidas e que não apresenta saída.

Uma reportagem o Seu Jornal, da TVT, mostrou que os indícios apontam para um grupo de milicianos, que matam por encomenda, como autores do crime.

De acordo com o programa, em janeiro, cinco suspeitos ligados ao grupo foram presos preventivamente. Apesar das inúmeras promessas das autoridades envolvidas e dos constantes anúncios de avanços, as investigações parecem não sair do lugar. 

A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Elaine Cutis, cobra justiça. “Não podemos deixar que quem cometeu esse crime fique impune. Não podemos aceitar que a violência tome conta do nosso país. Marielle era uma lutadora das causas feministas e sociais. Vamos continuar pressionando as autoridades por justiça”.

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