Contraf-CUT marca presença na 116ª CCASP

A Polícia Federal apresentou as estatísticas dos processos punitivos julgados no primeiro semestre deste ano, durante a reunião da 116ª CCASP, realizada nesta quinta-feira (9), em Brasília.

Elias Jordão, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contaf-CUT), afirmou estes dados mostram mais um ataque à classe trabalhadora após o golpe. “Desde 2016 houve um gradativo decréscimo no número de processos punitivos, bem como a diminuição das multas aplicadas ao setor empresarial, como à Federação Brasileiro dos Bancos (Febraban).”

A Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) abordou o andamento legislativo do Estatuto da segurança privada, que já transitou por todas as esferas possíveis, mas encontra-se parado no Senado Federal na mesa do presidente da casa.  O processo está com a pauta de caráter de urgência, não pode mais ser modificado nem alterado e está aguardando colocar em pauta para votação.

“Entendemos que Estatuto já avançou em várias questões, não está como acreditávamos que deveria, porém, é o que temos, o que já é superior a Legislação ultrapassada (Lei 7.102/83). O objetivo agora é a Delesp efetivar uma força tarefa para ir ao Senado Federal em nome da CCASP, solicitar que a presidência do órgão coloque em votação o Estatuto”, explicou Elias.

Outras pautas de interesse específico dos trabalhadores vigilantes e de transporte de numerários também foram debatidas na CCASP.

Foi solicitado à Delesp um posicionamento o termino do Grupo de Trabalho de Novas Tecnologias, de responsabilidade da Contraf-CUT, que finalizou os debates encaminhando o relatório final para a Delesp-Dicof. “Nós indicamos como mecanismo viável a instalação do “cofre inteligente” para evitar principalmente o crime da extorsão mediante sequestro (sapatinho), que aflige a categoria bancária, vítima desta modalidade de ação violenta. A Contraf-CUT destaca a importância da proteção a vida em detrimento da proteção ao patrimônio. Estamos aguardando a resposta sobre nossa demanda”, disse o representante da Confederação.

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