Bancários da Caixa denunciam desmonte com atos unificados no Espírito Santo

Os bancários e bancárias da Caixa realizam, nesta sexta-feira (15), em todo o país um Dia Nacional de Luta contra o desmonte do banco. No Espírito Santo teve ação sindical na agência da Beira Mar, em Vitória, onde diretores do Sindicato e demais empregados do banco conversaram sobre a importância de defender a Caixa 100% pública e combater as medidas de fatiamento anunciadas pelo governo.

Bolsonaro intensificou a ameaça de privatização da Caixa com proposta de retirar recursos e atribuições da empresa em benefício do setor privado. Entre as áreas mais cobiçadas estão as de seguros, cartões, assets, loterias e gestão do FGTS.

“O esquartejamento da Caixa é uma forma de enfraquecer e asfixiar a empresa, aprofundando um processo de sucateamento que já estava em curso. Ao entregar as partes mais lucrativas do banco, a Caixa perde espaço de mercado e recursos que dão sustentação a várias políticas. As consequências serão muitas, como redução dos postos de trabalho, fechamento de agências e redução do seu papel social”, explica a diretora do Sindibancários/ES Renata Garcia, empregada do banco.

Na mais recente investida contra a Caixa, o presidente da empresa, Pedro Guimarães, orientou uma manobra contábil para reduzir o lucro do banco e “barateá-lo” nos processos de venda que vêm sendo preparados. A previsão de lucro para 2018 era de R$ 15 bilhões, cifra que seria um novo recorde, mas o balanço da Caixa ainda não foi divulgado. O governo também avançou na substituição dos vice-presidentes do banco levando ao alto-escalão da Caixa um número altíssimo e inédito de executivos do sistema financeiro privado. Das 9 vice-presidências cujos comandos foram trocados recentemente, 5 foram entregues a quadros externos e sabidamente ligados ao setor privado, enquanto 4 foram ocupadas por empregados de carreira.

Desde sua fundação, em 1861, a Caixa Econômica Federal tem cumprido o papel de ser uma alternativa de acesso ao sistema bancário, principalmente para a população de baixa renda. Graças ao esforço de seus empregados, a instituição nunca abandonou o ideal com que foi construída: possibilitar à sociedade brasileira o direito de ter direitos, sem distinção de cor, etnia, condição econômica ou universo social.

“A Caixa é a empresa que mais investe em infraestrutura, saneamento e habitação. Tudo isso está ameaçado. Para os empregados, a redução da Caixa terá reflexo nas funções, nos postos de trabalho, no número de agências. Mas toda a população será afetada. Mais uma vez, a mobilização dos trabalhadores e da sociedade é fundamental para barrar o desmonte da Caixa e mantê-la 100% pública. Esse foi um dia importante para dialogar com a população sobre esses riscos. Só vamos manter a Caixa pública e cumprindo seu papel social com luta”, conclui Renata.

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